O terremoto de magnitude 7,4 na Colômbia já deixou pelo menos 265 mortos, 496 desaparecidos e 3.494 feridos no país, de acordo com dados oficiais divulgados na noite desta quarta-feira (12/08). Neste mesmo dia, o presidente colombiano Abelardo de la Espriella decretou estado de emergência econômica para enfrentar a crise, como havia antecipado o Ministério das Finanças.
“Temos 25.872 famílias afetadas, 53.816 pessoas, infelizmente 265 mortos, 3.494 feridos e o número de desaparecidos aumentou alarmantemente para 496″, afirmou o mandatário à imprensa local.
“Informo ao país que decidi aproveitar a emergência econômica, um mecanismo contemplado pela Constituição, para poder enfrentar esta crise como deve ser”, acrescentou, explicando que a medida “criará um ‘fundo milagroso’, uma entidade que canalizará fundos nacionais e internacionais para a reconstrução de hospitais, centros educacionais, edifícios, estradas e aeroportos”.
Com a decretação, o recém-empossado presidente Abelardo de la Espriella deverá ter poder temporário para editar decretos nas áreas econômica e tributária sem a necessidade de obter aval do Congresso Nacional. Além disso, o governo também poderá ordenar novos impostos e tributos para custear a reconstrução das áreas afetadas.
Conforme o Ministério das Finanças colombiano, a medida irá ativar um financiamento com o Banco Mundial que poderá chegar a até US$ 450 milhões (aproximadamente R$ 2,32 bilhões).
“No âmbito da emergência econômica, esperamos que seja promulgada hoje, um crédito de até 450 milhões de dólares junto ao Banco Mundial para enfrentar essa emergência”, disse o ministro da pasta, Miguel Gómez, acrescentando que o capital destinado para responder à calamidade será administrada pela Unidade Nacional de Gestão de Riscos de Desastres (UNGRD). Agora, com a aprovação, os recursos de crédito internacional podem estar disponíveis antes do final da semana.
De acordo com o relatório mais recente publicado pela UNGRD, ao todo 140 prédios desabaram devido ao terremoto, além disso, 9.215 casas foram totalmente destruídas e 45.457 edifícios foram danificados.
Conforme os dados, o restante dos danos às instalações comunitárias e serviços públicos abrange 1.667 centros educacionais, 530 centros comunitários, 188 centros de saúde, 43 aquedutos e 29 margens. A infraestrutura de mobilidade está danificada em 129 estradas, 20 passagens veiculares, uma passarela para pedestres e dois terminais aéreos.
O terremoto de magnitude 7,4 na Colômbia já deixou pelo menos 265 mortos e 3.494 feridos no país, de acordo com dados desta quarta-feira (12/08)
RS/Fotos Públicas
Conforme a Associação Colombiana das Cidades Capitais (Asocapitales), Cali registra 92 mortes e 230 desaparecimentos. O relatório conta também que, nessa região, 107 casas desabaram, enquanto 800 ficaram danificadas, além de 56 estruturas afundarem.
A cidade de Pereira registra 83 mortos e 45 desaparecidos, aos quais se somam 75 prédios desmoronados, 26 casas danificadas e cerca de 14 estradas e pontes afetadas, o fechamento do Terminal de Transportes e as restrições no Aeroporto Internacional de Matecaña.
Em Manizales, foram registradas seis mortes e 4.000 vítimas, com um balanço de 1.150 casas desmoronadas e 1.970 danificadas, 57 prédios desbados e danos a 24 escolas públicas e 16 particulares.
Quibdó relata nove mortes e quatro desaparecidos, 1.198 casas danificadas e 48 desabadas, além de 20 infraestruturas afetadas, 13 estabelecimentos educacionais e duas unidades de saúde.
A Armênia permanece em alerta vermelho com 174 feridos, sem mortes registradas, relatando 69 prédios desmoronados e cerca de 1.400 estruturas danificadas.
Luto nacional
Na terça-feira (11/08), De la Espriella decretou três dias de luto nacional declarando que “o governo expressa seu profundo pesar pelas pessoas que perderam a vida” devido ao terremoto registrado na segunda-feira (10/08), e se “solidariza com o luto das famílias e amigos dessas pessoas”, de acordo com o decreto emitido pela Presidência.
O mandatário colombiano também assinou um decreto declarando estado de calamidade pública, medida que, segundo ele, permitirá intensificar os esforços de socorro nas áreas mais afetadas e em todo o resto do país.
O presidente acrescentou que a decisão visa aprimorar a resposta à tragédia, e o decreto foi assinado em Bogotá, na sede da Unidade Nacional de Gestão de Riscos de Desastres (UNGRD), segundo informações da mídia local.
(*) Com Telesur



